quarta-feira, 28 de abril de 2010

Eu tenho o meu universo particular.

Onde eu, somente eu, sei o que se passa realmente. Muitas vezes, esse universo é rosa pink, é amarelo ovo, é azul celeste. Outras vezes assume um tom escuro, como o breu de uma noite sem luas e sem estrelas.
Posso dizer que sou uma pessoa bipolar. Talvez não bipolar ao extremo, mas sou. Pois sim, de uma hora pra outra meu humor e minhas reações podem mudar completamente, dependendo apenas do que acontece ao meu redor. Vão dizer que, de uma hora pra outra, algo que você vê, ou que lhe dizem não pode transformar o seu universo amarelo em preto?
Em alguns momentos, a minha cabeça é uma confusão de ideias.. de prós e de contras, de pessoas, de caminhos e de direções opostas. Sinto que muitas vezes o vento não sopra ao nosso favor, e parece que tudo vai dando errado. Às vezes é difícil, mas é preciso mudar a nossa direção, postar-nos a favor do vento, a favor do que será, talvez mais difícil em um primeiro momento, mas se mostrará mais simples no futuro.
Não sei definir se a minha intensidade é boa ou ruim. Sim, eu sou uma pessoa intensa. Amo demais, dou risada demais, choro demais, me entrego demais. Isso às vezes me faz bem, às vezes me machuca, porque eu espero demais das pessoas. Deixei de acreditar nos contos de fadas já faz tempo, mas ainda espero meu príncipe encantado. Dias de chuva me deixam com tédio e nostalgia me lembra coisas boas, que já passaram e que não voltam mais. Dormir na vontade é melhor que acordar arrependida. Certas coisas tem que ser pensadas antes de ser feitas.. Por mais que eu seja uma pessoa impulsiva, sei seguir a razão. Meus amigos me dizem que sou meio louca às vezes.. Ser louco é normal, vivemos em um mundo de loucos. Coloco sentimento nas coisas que eu faço e procuro ver o lado bom da vida. Quando digo que tô de TPM 30 dias ao mês é, na real, tudo brinks, pois em um momento tô irritada, no outro já estou rindo outra vez. Sonho alto, sonho muito.. Às vezes flutuo, mas caio na real e coloco os pés no chão outra vez, afinal, quanto maior a altura, maior o tombo, não é? Não, não é. Existe essa versão, mas também há outra: Quanto maior a altura, mais perto das estrelas você fica. Não sei viver sem sorrisos, sem meus amigos. Aprendo muito com todos, aprendo muito com a vida. Tento e acerto, tento e erro. Aprendo com os erros também.. Mas, que mais não seja, nunca deixo de viver, de sonhar, de acreditar que, como já disse Fernando Pessoa, "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena". ;*

sábado, 10 de abril de 2010

Esses dias, minha professora de literatura pediu que fizéssemos um texto que se enquadrasse em um dos gêneros literários. O meu se enquadra no drama, e eu resolvi postá-lo aqui. Lá vai, rs:

Monólogo. 

ㅤㅤLembro-me dele como se tivesse partido ontem. Era jovem, moreno, cheio de vida. Foi triste o momento em que partiu. Uma adaga nas costas, simples assim. A lâmina atravessando a sua pele, furando seus órgãos.. O sangue derramado, o sangue vermelho vivo, que enchia que prazer os olhos do vingativo homem que cometera o assassinato. Ainda me questiono o motivo de tanto.. Mesmo com todos os anos de vida (e digo isso ironicamente, logo vocês saberão por quê), sempre vejo coisas assim, mas não me acostumo. Não é agradável ver coisas desse tipo, de fato. O sangue pouco importa para mim, se é nisso que estão pensando. Não tenho vertigem, enjoos, nem nada do tipo. O que me incomoda é a tristeza dos familiares ao encontrarem o corpo no chão, pálido e sem um sopro de vida sequer. O desespero, a dor.. As lágrimas. Essas sim me causam enjoos, desejo de ver aquilo terminar de vez. Não, não pensem que eu não tenho coração, ou compaixão pela tristeza que eu mesma causei.. Mas é o meu serviço, o meu legado, a minha essência. É como se cada alma se ajustasse perfeitamente em meus braços, como se eles se moldassem para acolher, para deixar pra trás. 
ㅤㅤObviamente, a essa altura você já deve saber que eu sou. E se não sabe, prazer: Sou a que vai te acolher, quando seus pulmões não mais colaborarem. Sou a que vai cessar o seu sofrimento, a sua dor, ou o que quer que você esteja sentindo no momento. Sou a última respiração, o último suspiro, a última batida de coração. Sou o silêncio. O nada. O fim.

Por hoje é isso.. Morrendo de tédio em um sábado a noite qualquer. Beijos, até a próxima ;*